sábado, 30 de abril de 2011

Era uma vez...

N
um reino, muito, muito distante, dois jovens se conheceram na univerdade, onde ambos estudavam: ele, o príncipe William, da Inglaterra; ela, uma linda plebeia, Kate Middleton, também britânica. E, assim quis o destino que, ao se encontrarem, eles se apaixonassem. Daquele momento em diante, entre idas e vindas, surgia entre eles uma bela e romântica história de amor, digna dos melhores contos de fadas. E, durante oito anos, súditos e cidadãos, do mundo inteiro, acompanharam com certa expectativa e interesse, através da mídia, o desenrolar dessa “fábula” contemporânea, que teve como desfecho, nessa sexta feira, 29 de abril, um espetaculoso casamento, com direito a desfile em carruagem aberta: folheada a ouro e forração luxuosa de cetim vermelho, puxada por magníficos cavalos.
Até mesmo os fiéis, súditos de sua majestade: a Rainha, conhecidos por sua pontualidade “britânica”, pelo temperamento reservado, pela educação e formalidade, tomaram as ruas de Londres, numa evidente manifestação de apoio ao casal, demonstrando, ainda, particular euforia diante da cerimônia “Real” - essa multidão, entusiasmada, não somente provou seu patriotismo, como se revelou, verdadeiramente, apaixonada à sua nação monárquica, fortalecendo ainda mais o regime, do governo, ao qual eles pertencem.
O matrimônio “Real”, pela pompa e circunstância, pedidos pela ocasião, foi acompanhado por milhares de pessoas embasbacadas, ao redor do planeta, que não puderam deixar de notar que os noivos, denotavam, entre eles, singular sintonia. Ambos, elegantes, populares e simpáticos, deixaram súditos e fãs de “joelhos”, diante de tanta harmonia. Essa “nossa” demonstração explícita de admiração ao “Casal Real”, talvez seja consequência das nossas muitas noites de sonhos infantis, quando éramos acalentados por lindas e românticas histórias de amor, ilustradas com belos príncipes, princesas, rainhas, reis, castelos, palácios e, que passamos, por herança, aos nossos filhos... Sonhos cujo imaginário passou a concretização, de fato.
Embora muitas pessoas, ainda que indiferentes e avessas ao regime monárquico ou à “badalação real”, mesmo de soslaio, observaram surpreendidas a magnitude da cerimônia, digna da realeza britânica. Mas o que nos leva, efetivamente, a essa hipnótica admiração coletiva? Talvez a singularidade do próprio acontecimento: não é todo dia que um príncipe – idealizado por muitas mulheres -, lindo, alto, olhos azuis, simpático, culto, inteligente e carismático (talvez sem a precoce calvície; porém, isso é só um mero detalhe), se casa, por amor e por livre e espontânea vontade, com uma plebeia, tão bela, simpática e carismática quanto ele. Numa definição hipotética, podemos dizer que esse jovem casal, moderno, amadureceu socialmente, de maneira saudável; ambos, ao que tudo indica, souberam se divertir e aproveitar a vida juntos, da melhor maneira possível, estudando, indo a festas, praticando esportes e até mesmo trabalhando. Tudo aquilo que desejamos a todos os jovens desse planeta: uma vida plena e saudável; longe dessa vida de iniquidades, drogas e álcool, a que muitos, infelizmente, estão inseridos. E, que atire a primeira pedra quem nunca desejou a um filho um mundo igualmente “mágico”, onde o amor, a felicidade e a saúde sejam permeados pelo sucesso e opulência. Então, que possa esse casal “Real”, ser feliz para sempre, porque a plenitude desse acontecimento não está no magnífico ritual monárquico, por eles protagonizados, mas na transparência do amor que sentem um pelo outro, e que pelo mundo fora percebido; dessa forma que sirvam eles de exemplo, de amor e de união, a toda Terra.









quinta-feira, 28 de abril de 2011

Poder e estilo ela confere à mulher

M
exe daqui, revira dali... Onde eu coloquei as minhas chaves, o controle, o celular, a carteira, a escova?... Ufa! Até que enfim os encontrei! E olha que, ao menos dessa vez, perdi somente alguns minutos, até achá-los dentro dela, que, apesar de ter “mil e um compartimentos”, feitos para facilitar na organização, acaba complicando. Certo, mas eu preciso confessar, não consigo sair de casa sem a sua indispensável companhia. Ela, que eu levo pra todo canto, jogo em qualquer lugar, pego de qualquer jeito, está sempre ali, submissa e impassível, ao meu alcance. Então, com reserva analítica, arrisco uma definição: bolsa é um fetiche, no momento em que ao usá-las as mulheres se tornam mais sensuais e provocantes. Algumas, obviamente, preferem os cintos; outras os lenços/cachecóis; e àquelas que “surtam” diante de sapatos, sandálias, botas...  (Ah! Uma dessas aí eu conheço bem, já que dividimos o mesmo teto). Entretanto, o meu objeto de desejo é mesmo a bolsa, que segundo as minhas exigências precisa ser de couro legítimo - ainda que eu saiba que não é ecologicamente correto admitir tal preferência -, ter tamanho médio (com espaço suficiente para acomodar uma pequena e não menos indispensável sombrinha), possuir um design moderno e arrojado, com alguns acessórios contemporâneos à parte, obviamente. Ah, agora sim, estou pronta para sair de casa. Já à rua, mesmo satisfeita com a minha - aqui qualquer semelhança com o comportamento deles, é mera coincidência - não posso deixar de notar àquelas que passam desfilando por mim, nos braços das outras; e, também, para o meu deleite, àquelas expostas às vitrines, provocando a minha cobiça. Ah, se eu pudesse... Aí! Não posso desejar as bolsas alheias!... Visto que preciso contentar-me com esta que trago comigo e que, por enquanto, atende às minhas necessidades básicas, e está bem conservada.
Decepcionada, com a minha própria futilidade, me consolo ao saber que faço parte de um índice elevado, cujo número chega a 90% de mulheres, que consideram essa peça indispensável à composição do visual feminino; sem contar que a bolsa, além de funcional, também confere um ar de mistério e status, e define a qual estilo suas usuárias pertencem. Motivo esse pelo qual eu  sempre declino dos convites para fazer caminhadas à rua, pois assim como as índias, de determinados parques indígenas da Amazônia, que quando privadas daquele cinto que trazem amarrados à cintura, se sentem nuas e desprotegidas, eu, sem a minha bolsa, tenho a mesma sensação. Então, fazer caminhadas... Nem pensar!
Entretanto, enquanto o mágico precisa tirar de sua cartola inúmeros objetos – na maioria das vezes inúteis - para deles fazer uso de seus truques de magia; nós as “feiticeiras”, necessitamos das nossas bolsas para delas subtrair artefatos muito mais interessantes e práticos, ao nosso dia a dia, como: agulhas, linhas, tesourinhas, batons, celular, chaves, canetas, espelhos, escovas, fio dental, protetor solar, perfume, documentos, controle, absorventes, pinça, fotos dos filhos, do namorado, da família, e até daquele santinho protetor.  Parte daí a premissa de que estamos muito mais conectadas às bolsas, do que julga nossa vã filosofia.   É nessa peça básica de sobrevivência feminina, que mora a concepção do “perigo”. No entanto, as vassouras, simbolicamente, ficaram com a fama. Esse vínculo, evidentemente, está equivocado. Como poderiam essas “mulheres poderosas”, mesmo voando sobre suas lindas vassouras, preparar suas poções mágicas, se não pudessem contar com o apoio incondicional desse acessório básico, para carregar asas de morcego, veneno de cobra, língua de sapo, olho de sogra, dentes de lagarto... Ui!!!...
Ah, antes de encerrar essa matéria, é bom lembrar que se você tem planos para o amor, não se esqueça de levar à bolsa, algumas camisinhas, porque aqui pra nós, sair com o intuito de se divertir, com essa peça versátil, estilosa e linda, literalmente a tiracolo, sem proteção, é colocar em risco a fama da bolsa, cujo encantamento está, justamente, em transportar em seu interior objetos que ajudem-nos com atitudes preventivas.
Então, até a próxima bolsa, com ou sem grife, dependência estipulada pelo bolso de cada usuária.





sexta-feira, 22 de abril de 2011

Páscoa: época de contemplação

S
endo a Páscoa uma das datas mais comemorativas entre as culturas ocidentais, ainda que, hoje, seja demasiadamente, lembrada mais pelos ovos de chocolate, do que pelo seu real significado: a ressurreição de Jesus Cristo; essa é, ainda, celebrada, amplamente por todos os cristãos. E como cristã, faço aqui a minha reflexão do que mudou, efetivamente, nesses dois mil anos, após a Sua partida.
 Ele que propôs aos seres humanos a possibilidade de praticar, de forma incondicional, o amor, o perdão, a humildade, a benevolência e a caridade, foi crucificado num  ato explícito de sadismo e crueldade humana. Segundo o médico francês, doutor Barbet, Jesus entrou em agonia no Getsemani e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra”. Esse suor de sangue, ou "hematidrose", é um fenômeno  raríssimo e é produzido em condições excepcionais, como uma grande fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção ou medo. O terror, o susto e a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens, devem ter esmagado Jesus - tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra...”
  E a Sua flagelação estava só no começo... Muitas outras atrocidades ainda estavam por vir, como o escárnio da coroação, as chibatadas, a crucificação... E, finalmente, talvez para o alívio ao seu sofrimento, a própria morte. Justo Ele, que só desejara a paz e a fraternidade aos homens, passou por essa dilacerante provação.  O ato monstruoso e covarde, ainda hoje, provoca repúdio e vergonha aos que entendem que essa ignóbil ação foi cometida por seres humanos, “iguais” a nós. Naqueles tempos vencera a brutalidade dos homens, acostumados à lei de Talião do “olho por olho e dente por dente”; e com isso perdemos todos nós, essa oportunidade única de aprendermos a viver em comunhão.   
Ele infelizmente se foi. Milênios se passaram desde então, e o mundo não está assim tão diferente daquela época; ganhamos em tecnologia, porém avançamos muito pouco rumo à espiritualidade, já que o ser humano não conseguiu superar sua natureza perversa e pecadora, e, limitado, não consegue alçar evolução significativa, no que se refere aos ensinamentos por Ele proferidos, e, por esse motivo, ainda temos uma longa jornada a percorrer, até conseguirmos expressiva mudança. Entretanto, que essa data sirva-nos, nem que seja por alguns minutos, para nos lembrar do quanto o sofrimento Dele, aos olhos de Deus, foi para que nós tivéssemos direito a salvação, numa atitude Divina, singular e contrastante, ao nosso orgulho e arrogância. Portanto, após essa contemplação e/ou oração, essa homenagem a Ele ganhará, efetivamente, uma conexão apropriada à história, além de proporcionar momentos únicos de elevação espiritual.
videoPara todos vocês que por aqui passaram uma FELIZ PÁSCOA!


sábado, 16 de abril de 2011

A rainha da cocada

N
uma sociedade permeada por valores subjetivos e efêmeros, torna-se difícil não nos deixarmos levar por julgamentos extrínsecos. No entanto, basta um olhar mais demorado à nossa volta, para que certos paradigmas sejam “quebrados”.
É impressionante como a delicadeza e a altivez, características tão singulares, podem estar agregadas tanto à nobreza quanto ao mais humilde servo. Constatação que cheguei ao observar os traços, o comportamento e a dignidade de algumas pessoas humildes em sua rotina diária, de trabalho. Uma delas é uma vendedora ambulante que, obrigada pelo ofício, perambula pelo centro da cidade, onde eu moro, com a finalidade de vender suas guloseimas de coco. Embora, relutante, sei que faço parte do time dos ávidos por doce, e, por isso mesmo não consigo resistir a uma cocada coberta por chocolate ao leite... Humm! E foi por causa desse pecado capital: a gula, que eu conheci essa mulher, cujo nome eu não sei, e que, apesar de maltratada pelo tempo e, provavelmente, pela labuta diária, embaixo de intempéries, aparenta ainda certa jovialidade. Em seus braços ela carrega, diariamente, uma cesta de vime, impecavelmente limpa, coberta por um pano de prato caprichadamente ornamentado, repleta de delícias feitas de coco. Além de tudo isso, ela traz, ainda, numa bolsa amarrada à cintura, uma garrafa de álcool em gel e guardanapos de papel para que os próprios fregueses limpem suas mãos, com o propósito de que eles mesmos possam escolher a iguaria desejada, com segurança. Toda essa assepsia fez com que eu me tornasse sua “cliente”. Todavia esse cuidado com a higiene não foi a única coisa a chamar minha atenção. O que evocou minha admiração foi justamente essa composição harmônica: educação, discrição e retidão, valores que compõem a elegância intrínseca. E, nesse caso, ela em nada perde para as chamadas “socialites”, supostamente elegantes, e que, pretensamente, se consideram ou são consideradas “as rainhas da cocada”. Ironicamente, àquela a quem eu daria esse título de “Rainha da Cocada”, é a mesma que, sendo obrigada a “passear” pela cidade, leva muito mais do que quitutes em sua “bagagem”, leva também sua delicadeza e dignidade ímpar. E, diante dessa postura e distinção, contagiantes, paladares apurados são conquistados, diariamente; quiçá ela possa encontrar o trono a que tem direito.  
Àquela “nobre” ambulante, trajando um modesto vestido, verde água, entretanto, nem mesmo quando aparenta cansaço, devido à sua dura jornada de trabalho, perde sua elegância natural. Essa mesma que eu já havia notado, outrora, em outra pessoa: o jardineiro que presta serviços para o condomínio, onde eu moro; um homem humilde, jovem, caprichoso, generoso, confiável, e muito educado – pai de três lindas meninas -, e que cuida do jardim da minha casa, com esmero e carinho, há pelo menos uns quatro anos, quinzenalmente. Essas duas pessoas possuem em comum uma “conexão humana”, que nos permite diferenciar a elegância intrínseca da extrínseca, pois somente a primeira permite uma interação plena à existência, já a segunda pode mascarar a verdadeira essência. Ambos, vendedora e jardineiro, são educados, generosos e discretos; síntese perfeita da elegância intrínseca que não pode ser conceituada de forma subjetiva, já que faz parte de um contexto muito mais abrangente. Certa vez li, em algum lugar, que se pode tentar capturar essa delicadeza natural pela observação, porém é improdutivo tentar imitá-la, já que elegância e dignidade são características singulares. Então, diante desse fato, cheguei à conclusão de que a elegância é genuinamente sublimada pela essência humana, e, sendo assim, não adianta suborná-la pela compra ou perseguição, talvez essa possa, no máximo, ser “captada” pela observação e admiração.  Daí a constatação de que ser elegante não está condicionado à condição social e/ou financeira, ou ainda ao complexo e “ditador” mundo da moda e das etiquetas, já que a educação e a postura superam, de longe, toda a produção. 



sábado, 9 de abril de 2011

Que Deus nos proteja...

A
o criar esse espaço virtual, vislumbrei a possibilidade de ele se tornar um “palco” às discussões sociais, principalmente. Entretanto, há momentos como esse, onde a discussão torna-se tão necessária quanto o próprio silêncio. A recente tragédia acontecida em Realengo, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro, quando um rapaz adentrou armado na escola pública Tasso da Silveira, e proferiu disparos nos alunos, levando muitos deles ao óbito, urge por um debate corajoso e sem demagogias, por toda a sociedade. No entanto, nesse momento, apenas, só consigo pensar nessas crianças cujas vidas foram ceifadas, tão precocemente, assim como na dor e na tristeza de seus pais, cujas faces, retorcidas pela dor, demonstravam o tamanho do sofrimento que carregavam em seus corações. Diante daquele cenário de “guerra” e consternação, como mãe, chorei a dor daquelas mulheres que, subitamente, tiveram seus filhos amados arrancados de suas vidas.
Especialistas, jornalistas e a própria sociedade, estão atônitos à procura de indícios que possam levar a qualquer elucidação plausível, no intuito de tentar entender algo dessa magnitude. Contudo, as perguntas que ficam são as seguintes: poderia ter sido evitado? Essa tragédia teria sido anunciada de alguma forma? Como vamos nos comportar diante de pessoas com “aparentes” transtornos sociais? O bullying foi um fator determinante?  Diante dessas questões, concordo inteiramente com o antropólogo Roberto Albergaria que, em entrevista ao Terra Magazine,  afirmou que a mídia e a sociedade brasileira desejavam o impossível, ao buscarem explicações para um “desvario sem significado”. Segundo ele, o que Wellington Menezes praticou foi o que os estudos franceses chamam de “violência pós-moderna”, caracterizada por uma ruptura irracional, sem explicação.
 O fato é que esse surto psicótico, potencializado por algo que foge à nossa compreensão, não poderia ser detido, pois ao que tudo indica aquele sujeito estava decidido a matar, e mesmo que fosse detido, num primeiro momento, ele, provavelmente, escolheria outra ocasião para efetuar o massacre aos estudantes - na hora da saída ou da entrada -, ao que se conclui ao assistir as imagens, de frieza e determinação, do assassino, mostradas à exaustão pelos programas de televisão. É impossível a previsibilidade na maioria dos casos. Visto que países como os Estados Unidos, Alemanha e até a China, onde o controle é rígido, no entanto, tragédias semelhantes não puderam ser evitadas.  
Diante dessa constatação, o silêncio convoca a uma profunda reflexão. Nele elevo minhas preces a Deus, e mesmo sem entender, jamais, tanta loucura e crueldade aglutinadas, peço a Ele que de forças àqueles que presenciaram tamanha barbárie, para que possam se recuperar emocionalmente, para dessa forma prosseguirem suas vidas; que os pais encontrem conforto nos amigos e entes queridos que ficaram, e que Ele proteja a todos nós, principalmente os nossos amados filhos, que estudam, trabalham e que, eventualmente, ganham a noite nos finais de semana, para se divertirem junto aos seus amigos; ações normais para jovens saudáveis. Peço, ainda, ao Senhor que proteja as nossas “crianças” de tanta violência, de todo o rancor e do ódio irracional que sempre se direciona aos inocentes e indefesos.  Rogo a Deus, por nós, os pais, que a vida siga seu curso natural: onde a lei da natureza, nunca seja quebrada, para que assim possamos partir antes dos nossos filhos; jamais o contrário. E, por fim, suplico-lhe, que olhe por nós, pecadores, para que consigamos expiar nossas culpas, pois a cada dia nos perdemos no materialismo, que acaba por nos afastar, cada vez mais do propósito divino. Para finalizar, imploro para que o Senhor, em sua infinita bondade, proteja a todos nós do desvario, mas, principalmente, da crueldade alheia, pois há loucos e loucos, e até mesmo uma pessoa com problemas mentais, pode, sim, ter instalado em seu coração o amor, a esperança e a dádiva de saber perdoar, e a tudo isso eu denomino de Deus, e nada nem ninguém me convencerá do contrário. E são esses valores que me fazem acreditar que a vida vale à pena e que um novo dia surgirá, trazendo com ele mais justiça e tolerância aos Homens de boa vontade. Amém!


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Marketing x Responsabilidade Social

    
J
á se foi o tempo em que o objetivo das empresas era, na grande maioria das vezes, única e exclusivamente, a obtenção de lucro. Atualmente as instituições são vetores essenciais na consolidação da responsabilidade social e ambiental. Políticas, voltadas à preservação do ambiente e inclusão social, foram, a longo prazo, impactantes e serviram de instrumentos que, aplicados, melhoraram a qualidade de vida de muitas populações. No entanto é preciso mais, muito mais.
Ao investir em responsabilidade social e ambiental, o empresário está investindo em marketing social, que nada mais é do que a realização de ações do que realmente a comunidade deseja e precisa. Todavia, para essa união dar certo é necessário que haja coerência entre os discursos e as ações praticadas. Nesse caso são necessárias atitudes que impliquem em negociação de impactos e benefícios. A melhor estratégica deve ser o diálogo; saber ouvir é sempre positivo.
Portanto, é inútil a empresa ser bem conceituada junto à comunidade, fornecedores e clientes, e não desfrutar do mesmo prestígio, perante seus colaboradores. Isso é hipocrisia. Porém, não há como negar, certas instituições esquecem de que a responsabilidade e o marketing social devem partir de dentro da empresa. Uma companhia ao negligenciar condições básicas aos seus funcionários, tais como o cumprimento da legislação trabalhista, acesso à alimentação, saúde, transporte e/ou educação, está dando um “tiro” no próprio “pé”. Esse descuido pode custar muito caro, e, em muitos casos, é injustificável. O discurso precisa estar em consonância com a prática.
É preciso, logicamente, separar o joio do trigo. Cabe, então, aos órgãos ou comitês avaliadores que concedem tais “títulos” às empresas, refletir e fiscalizar e, com isso, mudar seus critérios de avaliação ao destacarem instituições nem sempre assim tão responsáveis socialmente. Dessa forma, faz-se justiça àquelas que se preocupam, honestamente, de maneira plena e efetiva com o aspecto social e ambiental.
A responsabilidade dos meios de comunicação, nesses casos, como divulgadores de marketing social, e, como formadores de opinião, é disseminar, também, práticas de ações de responsabilidade social e ambiental, efetivamente, plenas e exemplares, sem demagogias, de modo a torná-las conhecidas.

sábado, 2 de abril de 2011

Voluntários formam cordão de solidariedade

A
 abordagem desse texto tem como intuito, único, prestar uma homenagem verdadeira ao voluntário. Uma pessoa altruísta e solidária que, de maneira espontânea e sem fazer alarde, potencializa seu tempo, criatividade e suas experiências em prol da qualidade de vida daqueles que precisam de auxílio.
Em sociedades modernas como a nossa, onde o dinheiro, sob as suas múltiplas formas, permeia toda a nossa vida, como o indispensável elo de ligação, e, onde os direitos e deveres dos cidadãos estão mais ou menos definidos, fica difícil de entender o porquê de algumas pessoas se engajarem num trabalho não remunerado e, muitas vezes, rodeado por dificuldades.  O primeiro processo para alguém mudar de comportamento não é a insistência, mas a conscientização. O voluntário se torna, por seu exemplo de dedicação e solidariedade, o grande motivador de mudanças de atitudes dentro das instituições onde atua.
Todos os voluntários, que tive a honra e o privilégio de entrevistar, enquanto voluntariava, como jornalista, na ONG Parceiros Voluntários, declararam-se mais felizes após a inserção no voluntariado. Impulsionada pela profissão, que leva à reflexão, provocada pela contínua informação, constatei a veracidade contida na oração de São Francisco de Assis, com a afirmação de que é “Dando que se recebe”...
Ser voluntário não está condicionado a sexo, raça, idade, profissão, condição física, classe social e/ou econômica, mas à sua extrema capacidade de doação. São jovens, idosos, donas de casas, empresários, funcionários, profissionais liberais, aposentados, pessoas com deficiências e desempregados que, ligados por um cordão de solidariedade, invisível e universal, promovem ações de interesse social e ambiental, propiciando uma melhora na qualidade de vida dos habitantes desse planeta.
Para esses que não se engajam no voluntariado por modismos, interesses pessoais ou competição, e, muito mais que cidadãos, que não estão em busca, tão somente, dos seus direitos, mas procuram cumprir bem mais do que os seus deveres, minha mais profunda admiração e o meu respeito. Vocês voluntários desempenham, com louvor e dignidade, o que o Estado não tem condições de cumprir: a responsabilidade social, de fato.